O Contraste entre a Memória e a Fuligem
Essa crônica do Marcelo Leite na Folha toca em uma das feridas abertas mais profundas da identidade e da urbanização de São Paulo. A expressão "cadáveres insepultos no cortejo automotivo das marginais" é de uma potência lírica e jornalística devastadora. Ela resume perfeitamente a tragédia de uma metrópole que escolheu dar as costas para as suas águas para priorizar o asfalto e o motor. Para quem investiga a memória da cidade e analisa a construção social do espaço urbano, esse texto evoca um contraste histórico brutal e levanta discussões profundas sobre o nosso patrimônio natural e a nossa "esfera pública". 🌊 O Contraste entre a Memória e a Fuligem 1. O Rio Vivo da Fundação Houve um tempo em que o Rio Tietê era a espinha dorsal da expansão paulista. Foi através dele, o "rio de águas verdadeiras", que os indígenas navegavam e os jesuítas e bandeirantes adentraram o território a partir do Pátio do Colégio. Mais tarde, no início do século XX, o Tietê e o...